Quem disse que linux não gera renda?É notório que as companhias estão migrando para os sistemas abertos e este fato supera em muito a expectativa de crescimento das empresas que apostaram em software livre.

Recentemete, a Brasil Informática anunciou um crescimento de 72% nas suas vendas de serviços linux em relação ao ano de 2003. Dentre os três principais setores da empresa – linux, VoIP e sistemas de gestão/ERP – o linux foi o que apresentou melhor desempenho.
Isto se deve ao aumento na procura por serviços em linux e que é uma conseqüência da constante migração que grandes empresas têm feito para esse tipo de plataforma. O linux vem mostrando ao longo dos últimos anos que é uma plataforma confiável e flexível.
Alem disso, a Nokia, em 2005, abriu entre 60 e 80 vagas para pesquisa em desenvolvimento envolvendo software livre para sua linha de smarphones e os funcionários contratados ficarão sediados em Recife.
A vontade do presidente da Nokia, no brasil, é transformar a subsidiária brasileira em um centro de excelencia tendo como pano de fundo o software livre. A equipe de desenvolvimento se focará em pedaços do linux, como codecs, para a linha de smartphones (telefones inteligentes).
Os principais focos do Instituto Nokia de Tecnologia para 2005 estão em software livre (linux e Java, principalmente), melhoria dos processos de produtividade, no desenvolvimento de Recursos Humanos e no Future Lab, localizado em Brasília. Só no ano de 2004 a Nokia investiu US$ 70 milhões em P&D no país.
A área de P&D da Nokia fechou 2004 com 100 funcionários, sendo que cerca de 80 deles ficam em Manaus.
Para encerrar, não posso deixar de mencionar que os negócios na área de software livre se devem também a qualificação das pessoas que se empenham na qualidade do produto/serviço que oferecem. E para exemplificar esta afirmativa convido a todos que visitem o site softex e leiam na integra a pesquisa que foi feita pela associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) em conjunto com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), que mostra que os programadores brasileiros são tão qualificados quantos os europeus.
João Alves é Engenheiro de Soluções de uma multinacional.
joao.alves@internativa.com.br