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Uma Questão de Adaptação.

Fico a pensar sobre a natureza e tudo o que nela há. Verdadeiramente, é um conjunto formado por vários elementos. Uma biodiversidade formada pela fauna e flora que compõem o ecossistema. Um local equilibrado em que cada ser desempenha o seu papel, contribuindo para a estabilidade do meio ambiente.

Porém, nem tudo são flores... Sobre os seres atua uma grande força, não soberana a divina, que independe à sua vontade; mas sim da sua capacitação. Segundo Charles Darwin, esta força em que o meio seleciona os indivíduos mais adaptados é denominada Seleção Natural. Todavia, cabe aqui um comentário muito peculiar sobre esta premissa. Darwin concluiu que o indivíduo mais adaptado resistiria às condições do meio, quase sempre desfavoráveis e assim conseguiria se reproduzir e deixar sua prole, diferentemente do indivíduo menos adaptado que não sobreviveria naquele meio. Portanto, neste contexto, aquele que superar seus próprios limites, ou seja, ultrapassar suas dificuldades, buscar a qualquer preço a sua sobrevivência, certamente dará prosseguimento a sua geração.

Aquele cuja habilidade se desenvolve a partir do momento em que o meio exige, isto é, precisa estar sensível às mudanças que ocorrem. Sair da zona de conforto e desenvolver habilidades que favoreçam a sua adaptação, visando a sobrevivência.

O tubarão é conhecido por ser o maior predador dos mares. E como é do conhecimento de todos não é o maior animal marinho, muito menos o mais forte. Nem tampouco, utiliza técnicas de camuflagem. Porém, como explicar a fama que este animal possui? A resposta é: Adaptação.

Tubarão

O tubarão, por ser um dos animais mais antigos da natureza possui um maior tempo de adaptação, ou seja, milhares de anos de seleção imposta pelo meio. Ele desenvolveu características e habilidades necessárias para desempenhar sua atividade que contribuiram para a sua sobrevivência, isto é, ser um predador. Dentre as características, podemos citar: Pele recoberta por estruturas pontiagudas, capacidade de projetar o maxilar para facilitar a captura da presa, substituição dos dentes quando necessário, sistema sensorial bioelétrico capaz de detectar a presença de outros seres vivos, enfim uma anatomia totalmente especializada para a predação.

Se pararmos para analisar os mercados, constataremos a veracidade do que foi dito. 02 (duas) vezes por ano às Universidades disponibilizam uma quantidade enorme de profissionais em diversas áreas de atuação. Observamos que grande parte desses profissionais são absorvidos pelo mercado. O que demonstra que um determinado mercado não se satura, mas encontra-se em constante mutação e amadurecimento. Surge a pergunta: O que determina a permanência desses profissionais absorvidos? Novamente a adaptação. Porém, o importante não é apenas ser absorvido, mas estar atento as variações existentes e a elas nos adaptarmos. Perceba que não estamos falando sobre sermos passivos ao que acontece, mas pró-ativos.

Poderíamos concluir esta breve reflexão dizendo que o futuro não pertence aos mais fortes, mais altos, mais magros, mais bonitos ou com uma melhor formação acadêmica. A tendência é: o mais rápido ultrapassar o mais lento (independente do seu tamanho e capacidade).

Estar atento às evoluções do seu meio ambiente é a melhor maneira de evitar ataques de predadores mais adaptados que você.

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Sergio Thode Filho é Sócio-Gerente da Consulthode Consultoria e Assessoria Ltda, Consultor de Negócios do Senac Rio e Professor Universitário.
sergio.thode@internativa.com.br

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Autor: Sérgio Thode Filho
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